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L-teanina para la hiperactividad y el déficit de atención: qué es y qué dicen los estudios

L-teanina para a hiperatividade e o défice de atenção: o que é e o que dizem os estudos

A L-teanina é um composto natural que tem chamado a atenção pelos seus possíveis efeitos sobre a mente, a concentração e o equilíbrio emocional. Encontra-se sobretudo no chá verde, e cada vez mais pessoas perguntam-se se pode ser útil para a hiperatividade e o défice de atenção, especialmente em casos relacionados com o TDAH.

Embora não seja um tratamento milagroso nem substitua a atenção médica, existem estudos que analisaram o seu papel na atenção, impulsividade, stress e qualidade do sono. Tudo isto fez com que a teanina se tornasse um tema de interesse tanto para famílias como para adultos que procuram apoio complementar. Na Teresa Pons desenvolvemos a teanina em formato líquido para facilitar a sua toma tanto em crianças como em adultos.

O que é a L-teanina

A L-teanina é um aminoácido natural presente principalmente nas folhas de chá, especialmente no chá verde. Ao contrário de outros compostos estimulantes, a teanina geralmente não provoca agitação nem nervosismo. De facto, é estudada pela sua capacidade de favorecer um estado de calma mental sem sedação.

Esse ponto é fundamental. Muitas pessoas procuram melhorar a concentração, mas sem se sentirem aceleradas. É aí que a teanina se torna interessante: pode ajudar a manter uma mente mais serena e focada ao mesmo tempo.

Como atua a teanina no cérebro

Um dos aspetos mais estudados da L-teanina é o seu efeito sobre a atividade cerebral. Observou-se que pode influenciar substâncias relacionadas com o estado de ânimo, a atenção e a resposta ao stress, como a dopamina, a serotonina e o GABA.

Também tem sido relacionada com um aumento das ondas alfa, que geralmente se associam a um estado de relaxamento atento. Ou seja, uma sensação de tranquilidade, mas sem sonolência.

Por isso, quando se fala de teanina para o défice de atenção ou para a hiperatividade, o interesse não está em “desligar” a pessoa, mas em ajudar a regular melhor a sua ativação mental.

L-teanina e hiperatividade: por que gera interesse

A hiperatividade nem sempre se manifesta apenas como movimento físico. Em muitos casos, também aparece como inquietação mental, impulsividade, dificuldade em parar e problemas para manter a atenção. Neste contexto, a L-teanina é estudada como um possível apoio para favorecer uma maior estabilidade.

Algumas das razões pelas quais se investiga a sua relação com a hiperatividade são estas:

Pode favorecer um estado de calma sem efeito sedativo.
Poderia ajudar a reduzir a sobrecarga mental.
Pode contribuir para melhorar a qualidade do descanso.
Em alguns casos, tem sido associada a uma melhor atenção sustentada.

Tudo isto faz com que muitas pessoas se interessem pela L-teanina para o TDAH ou como complemento para pessoas com sintomas de défice de atenção e hiperatividade.

O que dizem os estudos sobre L-teanina e TDAH

A evidência científica ainda é limitada, mas já existem alguns trabalhos que ajudam a compreender melhor o potencial da teanina.

Um estudo publicado em 2011 analisou o uso de L-teanina em crianças com TDAH e encontrou melhorias na qualidade do sono. Isto é relevante porque dormir mal pode agravar a falta de atenção, a irritabilidade e a hiperatividade durante o dia.

Outros estudos observaram que a teanina pode favorecer o relaxamento sem prejudicar o desempenho mental. Também se investigou a sua combinação com cafeína, pois juntas poderiam melhorar certos aspetos da atenção e do controlo cognitivo. Ainda assim, nesses casos nem sempre é fácil separar que parte do efeito corresponde à teanina e qual à cafeína.

No conjunto, os estudos não permitem afirmar que a L-teanina cura o TDAH nem que seja um tratamento de primeira linha. O que sugerem é que poderia ter um papel como apoio complementar, sobretudo em pessoas com inquietação, stress associado ou problemas de sono.

Pode ajudar no défice de atenção

Quando se fala de défice de atenção, muitas vezes pensa-se apenas na dificuldade de concentração. Mas, na realidade, também influenciam outros fatores, como a ansiedade, o cansaço, o sono deficiente ou a saturação mental.

Nesse sentido, a teanina poderia trazer benefícios indiretos. Se uma pessoa está mais tranquila, dorme melhor ou tem menos tensão mental, é possível que lhe seja mais fácil manter a atenção em tarefas concretas.

Essa nuance é importante. A teanina para a atenção não parece atuar como um estimulante forte, mas sim como um regulador suave do estado mental. Por isso, algumas pessoas valorizam-na mais pelo seu efeito equilibrador do que por uma melhoria brusca do foco.

Vantagens da L-teanina em relação a outros compostos

Uma das razões pelas quais a L-teanina ganhou popularidade é o seu perfil suave. Em comparação com outros compostos que podem aumentar o nervosismo ou provocar altos e baixos, a teanina costuma associar-se a uma sensação mais estável.

Entre as suas possíveis vantagens destacam-se:

Normalmente não gera a ativação intensa de outros estimulantes.
Pode favorecer a concentração a partir de um estado de calma.
Tem boa tolerância em muitas pessoas.
Pode ser interessante quando há stress ou irritabilidade associados.

Isso não significa que seja melhor do que um tratamento médico nem que funcione da mesma forma para toda a gente. Significa, simplesmente, que é um composto com um perfil diferente e que por isso continua a ser estudado.

Além disso, quando se trata de crianças, adolescentes ou pessoas que já tomam medicação, qualquer suplemento deve ser avaliado por um profissional de saúde.

Conclusão

A relação entre L-teanina, TDAH, hiperatividade e défice de atenção continua a ser um campo aberto de investigação. Os estudos disponíveis apontam para um efeito promissor, sobretudo na regulação do stress, na qualidade do sono e na atenção sustentada em alguns contextos.

Ainda assim, a evidência continua limitada e não permite apresentá-la como substituto de um tratamento médico. Visto com equilíbrio, a teanina pode ser considerada uma ferramenta complementar com potencial, especialmente quando se procura melhorar a concentração a partir de um estado de maior calma.

Referências e estudos citados

1. Lyon MR, Kapoor MP, Juneja LR.
Os efeitos da L-teanina (Suntheanine®) na qualidade objetiva do sono em rapazes com perturbação de défice de atenção e hiperatividade (TDAH): um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo.
Alternative Medicine Review. 2011;16(4):348-354.
Este estudo observou que 400 mg diários de L-teanina melhoraram alguns parâmetros objetivos da qualidade do sono em crianças com TDAH.
2. Kahathuduwa CN, Dassanayake TL, Amarakoon AMT, Weerasinghe VS.
Efeitos agudos da teanina, cafeína e da combinação teanina-cafeína na atenção.
Nutritional Neuroscience. 2017;20(6):369-377.
Analisou os efeitos agudos da teanina, sozinha e combinada com cafeína, sobre medidas cognitivas e neurofisiológicas da atenção em adultos saudáveis.
3. Owen GN, Parnell H, De Bruin EA, Rycroft JA.
Os efeitos combinados da L-teanina e cafeína no desempenho cognitivo e no humor.
Nutritional Neuroscience. 2008;11(4):193-198.
Encontrou que a combinação de L-teanina e cafeína melhorou o desempenho em tarefas de atenção e reduziu a suscetibilidade a distrações em adultos saudáveis.
4. Giesbrecht T, Rycroft JA, Rowson MJ, De Bruin EA.
A combinação de L-teanina e cafeína melhora o desempenho cognitivo e aumenta o alerta subjetivo.
Nutritional Neuroscience. 2010;13(6):283-290.
Este trabalho mostrou melhorias na atenção e alerta subjetivo com a combinação de L-teanina e cafeína.
5. Nobre AC, Rao A, Owen GN.
L-teanina, um constituinte natural do chá, e o seu efeito no estado mental.
Asia Pacific Journal of Clinical Nutrition. 2008;17 Suppl 1:167-168.
Descreveu que a L-teanina aumenta a atividade das ondas alfa, associadas a um estado de relaxamento sem sonolência.
6. Nathan PJ, Lu K, Gray M, Oliver C.
A neurofarmacologia da L-teanina (N-etil-L-glutamina): um possível agente neuroprotetor e potenciador cognitivo.
Journal of Herbal Pharmacotherapy. 2006;6(2):21-30.
Revisão sobre os possíveis mecanismos neuroquímicos da L-teanina, incluindo a sua relação com dopamina, serotonina, GABA e recetores glutamatérgicos