As unhas quebradiças são uma queixa muito frequente. Por vezes partem-se ao abrir um fecho, prendem-se na roupa, levantam-se em camadas na ponta ou parecem incapazes de crescer sem se partirem. Embora possa ser frustrante, nem sempre significa que exista um problema de saúde importante: frequentemente estão envolvidos a secura, o contacto repetido com água e produtos de limpeza, uma manicure agressiva ou o uso contínuo de vernizes e remoções intensas.
As unhas crescem devagar e refletem o que lhes aconteceu ao longo de várias semanas. Por isso, cuidar delas não consiste tanto em encontrar uma solução imediata, mas em reduzir as agressões diárias, ser consistente e observar se surgem alterações que mereçam uma avaliação profissional.
O que são exatamente as unhas quebradiças?
Uma unha pode ser considerada frágil quando se parte facilmente, abre em camadas, descama na margem livre ou dobra mais do que o habitual. Nem todas as pessoas o notam da mesma forma. Algumas têm unhas finas que laminam; outras observam fissuras verticais, pontas irregulares ou uma superfície mais áspera depois de remover verniz semipermanente ou unhas artificiais.
As unhas são constituídas principalmente por queratina e crescem a partir da matriz, situada sob a pele na base da unha. A lâmina visível não é um tecido vivo, mas precisa de proteção contra golpes, produtos irritantes e alterações repetidas entre humidade e secura. A cutícula também desempenha uma função importante: atua como barreira protetora na zona onde a unha começa a crescer.
As causas mais frequentes das unhas que se partem
Em muitos casos, a causa está nos hábitos quotidianos. Lavar a loiça sem luvas, limpar com produtos desengordurantes, utilizar gel hidroalcoólico com muita frequência ou alternar continuamente entre a água e a secagem pode favorecer a desidratação da unha e da pele que a rodeia. Quando a unha perde flexibilidade, é mais fácil que se parta ou abra em camadas.
As manicures também podem influenciar. O limar intenso, remover o verniz raspando, arrancar um gel, cortar ou empurrar excessivamente as cutículas e fazer aplicações sucessivas de unhas acrílicas ou semipermanentes podem enfraquecer temporariamente a superfície ungueal. Isto não significa que seja necessário abdicar para sempre da manicure, mas convém dar prioridade a técnicas cuidadosas e respeitar períodos de descanso quando as unhas estão visivelmente danificadas.
Os pequenos traumatismos repetidos passam mais despercebidos do que parece. Digitar com unhas compridas, utilizá-las para abrir embalagens, tocar instrumentos, trabalhar com as mãos ou roê-las pode criar fissuras que acabam por partir a margem. Também é frequente uma única unha partir-se repetidamente devido a uma pancada anterior ou porque roça constantemente em algum objeto.
A idade, a exposição ao frio e a secura ambiental podem alterar a textura das unhas. Algumas pessoas notam mais fragilidade em determinadas épocas do ano ou depois de férias com mais sol, piscina, mar e lavagens frequentes. Se também notar alterações no cabelo, pode ser útil conhecer as causas e os cuidados para a queda de cabelo no outono, tendo presente que cada situação deve ser avaliada individualmente.
Pode dever-se a uma carência nutricional?
Uma alimentação pouco variada, restrições mantidas sem supervisão ou determinadas situações de saúde podem coincidir com alterações nas unhas, no cabelo ou na pele. No entanto, uma unha frágil, por si só, não permite saber se existe uma carência específica. Não é recomendável assumir que existe falta de ferro, zinco, proteínas ou de outro nutriente, nem tomar suplementos às cegas apenas porque as unhas se partem.
A base continua a ser uma alimentação suficiente e variada, com legumes, fruta, leguminosas, cereais integrais, frutos secos, ovos, peixe, laticínios ou alternativas enriquecidas e fontes de proteína adaptadas às preferências pessoais. As necessidades variam consoante a idade, o estilo de vida, a gravidez, a menstruação, as doenças digestivas, a medicação e outros fatores.
Quando há suspeita de défice ou a alteração persiste, o adequado é falar com um profissional de saúde, que decidirá se é necessário rever a alimentação, o historial clínico ou pedir exames. Isto é especialmente importante se as unhas quebradiças forem acompanhadas de cansaço acentuado, palidez, queda de cabelo significativa, perda de peso involuntária ou alterações na tolerância ao frio ou ao calor.
Como complemento de uma rotina geral de cuidados, algumas pessoas decidem incluir Silício Orgânico na sua alimentação diária. Convém entendê-lo como um suplemento alimentar, e não como um tratamento para unhas danificadas nem como substituto de uma alimentação variada, de um diagnóstico ou de acompanhamento profissional quando necessário.
Hábitos que ajudam a proteger as unhas
O primeiro passo é simplificar a rotina durante algumas semanas. Mantenha as unhas a um comprimento confortável, sobretudo se prendem ou abrem. Cortá-las depois do banho pode facilitar o corte, uma vez que costumam estar menos rígidas. Depois, lime as extremidades suavemente e numa única direção. O movimento insistente de vaivém pode criar mais irregularidades numa unha já frágil.
Use luvas para lavar a loiça, limpar ou manusear produtos químicos. Se as mãos transpiram facilmente, escolha um modelo confortável e retire-o no final; a proteção funciona melhor quando combinada com uma secagem cuidadosa das mãos e das unhas.
Hidratar as mãos também faz parte dos cuidados das unhas. Aplicar creme depois de as lavar e massajar suavemente as unhas e as cutículas ajuda a manter uma sensação de conforto e a evitar que a pele à volta seque ou levante. Se procura ideias simples para integrar ingredientes vegetais nesta rotina, pode ler mais sobre o aloé vera para o cuidado da pele.
Evite cortar as cutículas. Embora por vezes sejam vistas como um pormenor estético, ajudam a proteger a zona de crescimento da unha. Se houver peles levantadas, é preferível não as arrancar: corte apenas a pequena extremidade solta com uma ferramenta limpa e adequada, sem puxar.
Quanto ao verniz, não existe uma regra única. Algumas pessoas podem utilizá-lo sem problemas, enquanto outras notam mais secura depois de o removerem frequentemente. Se as suas unhas estiverem a descamar, experimente espaçar as manicures, utilize removedores menos agressivos sempre que possível e evite destacar o produto com as unhas ou com objetos. Dar-lhes algum tempo de descanso permite observar melhor a sua evolução.
O que geralmente não ajuda
Não convém limar intensamente a superfície para a tornar mais lisa, nem aplicar endurecedores indiscriminadamente. Uma unha muito rígida nem sempre é uma unha mais resistente: se perder flexibilidade, pode partir-se com uma pancada. Também não é boa ideia acumular vários produtos cosméticos sem saber qual tolera melhor; uma rotina simples e consistente costuma ser mais útil do que mudar de solução a cada poucos dias.
Os remédios caseiros muito abrasivos, a utilização de colas não concebidas para unhas ou a remoção manual de vernizes resistentes podem piorar o aspeto da lâmina. Se uma unha se partiu, mantenha-a curta e lisa para evitar que continue a prender-se. Se houver dor, inflamação ou separação da unha, não tente repará-la em casa com produtos cosméticos.
Quando convém consultar um profissional
Uma fragilidade ligeira e generalizada, relacionada com o uso de água, a limpeza ou as manicures, costuma melhorar com a alteração dos hábitos, embora a recuperação completa demore, porque a unha tem de voltar a crescer. Ainda assim, há situações que não convém normalizar.
Consulte um profissional de saúde se surgir uma faixa escura nova ou que esteja a mudar, uma mancha negra sem uma pancada evidente, dor significativa, vermelhidão, calor, inchaço ou secreção à volta da unha. Consulte também se uma ou várias unhas ficarem amarelas, esverdeadas, muito espessas, se descolarem da base, mudarem claramente de forma ou apresentarem uma destruição progressiva.
É aconselhável pedir uma avaliação se as unhas frágeis persistirem apesar de vários meses de cuidados, se afetarem muito o seu dia a dia ou se forem acompanhadas de outros sintomas gerais. Uma consulta permite distinguir entre lesões externas, uma possível infeção, uma doença da pele ou outras causas que exigem uma abordagem específica.
Uma rotina realista para unhas mais cuidadas
Durante as próximas semanas, concentre-se em quatro gestos: proteja as mãos com luvas nas tarefas que envolvam água, mantenha as unhas curtas e lime-as suavemente, hidrate diariamente as mãos e as cutículas e faça uma pausa nas técnicas agressivas se observar descamação ou quebra. Tire uma fotografia no início e outra ao fim de seis ou oito semanas; isso pode ajudá-lo a notar alterações que passam despercebidas no dia a dia.
A chave não é procurar unhas perfeitas, mas recuperar uma rotina respeitosa. As unhas podem demorar meses a renovar-se completamente, por isso a consistência é mais importante do que as soluções rápidas. E se algo não parecer normal, mudar de forma significativa ou o preocupar, consultar atempadamente é sempre uma boa decisão.
Perguntas frequentes
Porque é que as minhas unhas descamam em camadas?
A descamação está geralmente relacionada com a secura, o contacto frequente com água ou produtos de limpeza, o limar intenso e as manicures agressivas. Reduzir estas agressões e manter uma hidratação constante pode ajudar.
As unhas quebradiças indicam sempre falta de vitaminas?
Não. Podem partir-se devido a causas externas muito comuns. Se a alteração persistir ou for acompanhada de outros sintomas, convém consultar um profissional antes de presumir uma carência ou tomar suplementos.
É melhor deixar as unhas descansar do verniz semipermanente?
Se estiverem finas, a descamar ou a partir-se facilmente, uma pausa pode ser útil. Também é importante que a remoção seja cuidadosa e que o produto não seja arrancado.
Quanto tempo demoram as unhas frágeis a melhorar?
Depende da causa e do crescimento de cada pessoa. Os hábitos de proteção podem melhorar o aspeto mais rapidamente, mas a renovação da unha requer semanas ou meses.
Quando devo consultar um profissional devido a uma alteração nas unhas?
Consulte um profissional se houver dor, inflamação, secreção, alterações marcadas da cor ou da forma, uma faixa escura nova, espessamento, descolamento ou se o problema persistir apesar dos cuidados.