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Persona durmiendo de lado en un dormitorio luminoso y sereno.

Roncos: causas, hábitos que ajudam e quando consultar

O ressonar é muito frequente e pode surgir ocasionalmente depois de um jantar farto, de uma noite com congestão nasal ou de algumas horas de descanso numa posição pouco habitual. No entanto, quando se repete quase todas as noites, é muito intenso ou afeta o descanso da própria pessoa ou de quem dorme ao lado, vale a pena observar o padrão com um pouco mais de atenção.

Ressonar é emitir um som ao respirar durante o sono. Acontece geralmente quando o ar passa por uma zona mais estreita das vias respiratórias superiores e faz vibrar os tecidos moles da boca ou da garganta. Nem todas as pessoas que ressonam têm um problema de saúde, mas também não convém considerar normais ressonos intensos acompanhados de pausas na respiração, sensação de sufoco durante a noite ou muito cansaço durante o dia.

Porque se ressona?

Durante o sono, os músculos da língua, do palato mole e da garganta relaxam. Em algumas pessoas, esse relaxamento estreita parcialmente a passagem do ar e provoca a vibração que se ouve como ressono. A intensidade pode variar bastante de uma noite para outra, consoante a posição, o estado das vias respiratórias, o descanso acumulado ou o consumo de álcool.

A congestão nasal é uma causa habitual. Quando é difícil respirar pelo nariz durante uma constipação, uma alergia ou uma irritação passageira, é mais provável respirar pela boca. Isso pode favorecer o ressonar e causar uma sensação de garganta seca ao acordar. Se esta situação se repetir, também pode ser útil consultar o artigo sobre boca seca durante o sono.

Dormir de barriga para cima pode ter influência, pois facilita que a língua e os tecidos da garganta se desloquem para trás. Algumas pessoas notam uma diferença clara ao dormir de lado, embora não exista uma posição única que funcione da mesma forma para toda a gente. O objetivo não é procurar uma noite perfeita, mas identificar se há hábitos simples que alteram o padrão.

Outros fatores que podem favorecer o ressonar são o consumo de álcool perto da hora de deitar, o tabaco, o cansaço excessivo, determinados medicamentos com efeito sedativo e as alterações de peso. As características anatómicas do nariz, do maxilar, do palato ou das amígdalas também podem ter influência. Por isso, se o ressonar for persistente, nem sempre basta atribuí-lo a uma única causa.

Ressonar de vez em quando não é o mesmo que ressonar todas as noites

Um ressono ocasional durante uma constipação ou depois de uma noite pouco habitual costuma ter uma explicação passageira. Nesse caso, pode bastar cuidar do descanso, manter uma boa hidratação durante o dia, evitar o fumo e facilitar a respiração nasal com medidas simples de higiene habituais.

Convém prestar mais atenção quando o ressonar ocorre na maioria das noites, aumenta com o tempo ou se torna tão intenso que interrompe o descanso de outra pessoa. Também é importante reparar se é acompanhado por sono pouco reparador, dor de cabeça ao acordar, irritabilidade, dificuldade de concentração ou sonolência acentuada durante o dia.

Estes sintomas não permitem, por si só, saber qual é a causa, mas fornecem informações relevantes. Registar durante alguns dias quando se ressona, em que posição, se há congestão, se houve consumo de álcool ou se existe cansaço durante o dia pode ajudar a explicar melhor a situação numa consulta, caso seja necessária uma avaliação.

Hábitos que podem ajudar a reduzir o ressonar

O primeiro passo é avaliar a respiração nasal. Se houver congestão pontual, manter o quarto livre de fumo, arejá-lo diariamente e evitar um ambiente demasiado seco pode trazer conforto. A higiene nasal com solução salina pode ser uma medida simples para algumas pessoas, sobretudo se houver muco ou secura. Se a obstrução nasal for constante ou afetar claramente o descanso, é preferível consultá-la em vez de recorrer todas as noites a soluções improvisadas.

Cuidar da posição também pode ajudar. Dormir de lado reduz o ressonar em algumas pessoas, sobretudo se este ocorrer principalmente ao dormir de barriga para cima. Uma almofada que mantenha o pescoço numa posição confortável pode ajudar a manter uma posição mais estável, embora não convenha pensar que um determinado tipo de almofada resolverá, por si só, um ressonar habitual.

Limitar o consumo de álcool nas horas antes de deitar é outra medida sensata. Embora possa causar sonolência inicial em algumas pessoas, o álcool pode relaxar mais os tecidos da garganta e fragmentar o descanso durante a noite. Evitar o tabaco e não tomar medicamentos para dormir sem aconselhamento também fazem parte de uma abordagem prudente, especialmente se já houver ressonos fortes ou sensação de sono pouco reparador.

A regularidade também é importante. Deitar-se e levantar-se a horas relativamente semelhantes, reservar tempo suficiente para descansar e reduzir os estímulos intensos antes de dormir ajuda a cuidar do sono de forma global. Se procura uma rotina mais completa, pode consultar como melhorar o sono de forma natural.

Se, além de rever os hábitos que podem influenciar o ressonar, também tem dificuldade em adormecer, pode conhecer o BioSomnio. A sua fórmula combina 1 mg de melatonina com L-triptofano, papoila-da-Califórnia, rodiola, griffonia e vitaminas, e foi concebida para acompanhar a rotina noturna e facilitar o adormecimento.

O BioSomnio não se destina a reduzir o ressonar nem substitui uma avaliação quando este é intenso ou frequente. Se houver pausas respiratórias, sensação de sufoco ou sonolência acentuada durante o dia, é importante consultar um profissional de saúde.

Quando há alterações de peso, a abordagem mais útil costuma ser gradual e sustentável: alimentação variada, atividade física adaptada a cada pessoa e objetivos realistas. Não se trata de presumir que o peso explica todo o ressonar, mas de avaliar o conjunto de fatores que podem influenciar a respiração e a qualidade do descanso.

O que convém evitar

Não é recomendável tentar disfarçar o problema com remédios que prometem eliminar o ressonar de imediato. O ressonar pode ter diferentes causas e uma solução que parece funcionar durante alguns dias não resolve necessariamente a causa subjacente. Também não é boa ideia alterar por iniciativa própria um medicamento prescrito por se suspeitar que influencia o sono.

Forçar a boca a manter-se fechada durante a noite também não é uma medida adequada. Se uma pessoa respira pela boca porque tem uma congestão importante, um problema anatómico ou uma dificuldade respiratória que não foi avaliada, a prioridade é perceber a causa. O descanso deve ser seguro e confortável, não transformar-se numa prova de resistência.

Se o ressonar surgir juntamente com refluxo, alergia, constipações repetidas ou desconforto nasal persistente, pode ser útil abordar esses fatores com um profissional. As medidas de autocuidado são importantes, mas não substituem uma avaliação quando o padrão persiste ou piora.

Ressonar e pausas respiratórias: um sinal que não convém ignorar

Ressonar não significa automaticamente ter apneia do sono. Ainda assim, há sinais que justificam uma consulta, pois podem indicar que a respiração está a ser afetada durante a noite. Entre eles estão as pausas respiratórias observadas por outra pessoa, os despertares com sensação de sufoco, os arquejos ou resfolegos súbitos, a sonolência intensa durante o dia ou a dificuldade em manter-se acordado em situações que exigem atenção.

Também é razoável pedir uma avaliação se o ressonar for muito alto e persistente, se o descanso deixar de ser reparador apesar de dormir horas suficientes ou se o problema estiver a afetar significativamente a convivência. Um profissional poderá avaliar o contexto, investigar possíveis causas e decidir se convém realizar exames complementares.

Nas crianças, os ressonos frequentes também devem ser comunicados ao pediatra, sobretudo se forem acompanhados de respiração pela boca quase contínua, pausas respiratórias, sono agitado, transpiração noturna ou alterações notórias no comportamento durante o dia. Não convém aplicar às crianças as mesmas estratégias pensadas para adultos sem orientação profissional.

Quando consultar um profissional de saúde

Consulte um profissional se ressonar quase todas as noites durante várias semanas, se não houver melhoria depois de rever os hábitos básicos ou se o ressonar se tornar cada vez mais intenso. É importante obter uma avaliação prioritária se alguém observar que a respiração para e recomeça, se houver despertares com sensação de sufoco, sonolência excessiva durante o dia, dores de cabeça frequentes ao acordar ou dificuldade de concentração.

Procure assistência urgente se surgir dificuldade respiratória importante, dor no peito, desmaio, confusão ou uma rápida deterioração do estado geral. Estas situações não devem ser tratadas apenas com conselhos para descansar.

O ressonar pode ser um incómodo passageiro ou um sinal de que convém observar mais atentamente a qualidade do sono. Observar quando ocorre, avaliar a congestão, cuidar da posição e limitar os fatores que o favorecem são bons primeiros passos. Se houver também cansaço persistente ou respiração irregular durante a noite, pedir ajuda permite encontrar uma abordagem adequada sem desvalorizar os sinais que o corpo está a dar.

Quando o descanso é interrompido frequentemente, algumas pessoas também precisam de perceber porque têm dificuldade em voltar a adormecer. Nesse caso, pode ser útil ler sobre acordar a meio da noite e analisar o padrão noturno de forma mais completa.

Perguntas frequentes

É normal ressonar de vez em quando?

Sim. Pode acontecer durante uma constipação, depois de um jantar tardio, ao dormir de barriga para cima ou numa noite de muito cansaço. Convém observar se se tornar habitual ou intenso.

Dormir de lado pode ajudar a reduzir o ressonar?

Em algumas pessoas, sim, sobretudo se ressonarem mais quando dormem de barriga para cima. Não funciona da mesma forma em todos os casos, mas é uma medida simples e prudente para experimentar.

O álcool pode piorar o ressonar?

Pode favorecê-lo se for consumido perto da hora de deitar, pois afeta a qualidade do descanso e pode aumentar o relaxamento dos tecidos da garganta.

Ressonar significa sempre ter apneia do sono?

Não. Muitas pessoas ressonam sem ter apneia. No entanto, as pausas respiratórias, a sensação de sufoco durante a noite ou a sonolência intensa durante o dia justificam uma avaliação por um profissional de saúde.

Quando devo consultar um profissional por causa do ressonar?

Consulte um profissional se ressonar quase todas as noites, se o problema persistir durante várias semanas, afetar o descanso ou for acompanhado de pausas respiratórias, arquejos, cansaço acentuado ou dores de cabeça ao acordar.